Cotas

Hoje na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) existem dois modelos de cotas: para afro-descendentes, que foi o primeiro modelo criado e que será o alvo da minha discussão, e cotas para estudantes egressos do ensino público. Alguns movimentos apoiam e outras pessoas repudiam estas cotas e gerando uma tremenda polêmica. O principal argumento dos contrários é de que a criação de mecanismos facilitadores ao ingresso na universidade tendo como requisito a raça é fascista e discriminatório.

Eu acredito e luto por um mundo em que as pessoas sejam vistas como iguais, e creio que a criação de facilitadores a determinados grupos sociais para o ingresso a qualquer evento esteja longe de ser o ideal, se fosse na programação chamaria isso de “gambiarra”, ou seja , o problema não é resolvido onde se inicia, apenas é amenizado em determinada etapa do processo. O inicio deste problema está no o ensino fundamental, consequentemente no ensino médio, chegando ao ensino superior.

Como eu disse acima, creio num mundo igual em que vivamos em harmonia, mas seria hipocrisia eu dizer que o negro no Brasil é tratado de forma igualitária e é injusto eu mentir que os afro-descendentes não carregam o fardo da escravidão, pior que isso – o negro inicia o jogo da vida com menos um de score . Os contrários às cotas cegam-se para nossa realidade afirmando todos tem os mesmo direitos, e benefícios, que todos possuem as mesmas condições para ingressar na universidade federal. Neste caso a reflexão se faz necessária: Quantos negros trabalham na sua empresa? Destes, quantos possuem cargos de chefia? Poderia também perguntar quantos dos estudantes da sua faculdade são negros? Quantos professores negros você conhece? Quantos empresários negros você já teve algum contato? É Provável que alguma das respostas foi zero, ora! Mas segundo o IBGE 5,3% da população gaúcha é negra, então a cada vinte pessoas formadas no Rio Grande do Sul pelo menos uma deveria ser negra.

Pela o amor de Deus infelizmente o preconceito existe e deve ser combatido, criar mecanismos facilitadores não é descriminação, é sim uma forma de igualar a situação, aquele que entra na Universidade através da política de cotas não deve se sentir menos prezado, nem inferiorizado e sim um guerreiro que luta para qualificar-se e assim ter a chance de modificar nosso quadro social. No meu pensamento cotas não devem existir para sempre, mas sim como caráter provisório, até o dia em que presenciarmos um País diversificado em todas as áreas onde as mesmas oportunidades sejam oferecidas a todos SEM EXCEÇÃO.

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